domingo, 19 de junho de 2011

CUIDADO COM SUA CADEIRA DE RODAS AO VIAJAR DE AVIÃO

                                                                                                           Por RM


Uma vez meu marido, que é cadeirante, e eu precisamos viajar de avião de Brasília para Vitória/ES e infelizmente escolhemos a uma empresa que infelizmente não possui qualificação nem treinamento para lidar com PNE’s.


            Antes do embarque em Brasília, lacramos a cadeira de rodas(motorizada), naqueles quiosques que tem nos aeroportos onde as pessoas costumam lacrar malas etc., pois bem, na ocasião o próprio atendente do quiosque sugeriu que lacrássemos a cadeira duas vezes, por segurança. E foi o que fizemos, pagamos duas vezes o serviço acreditando que assim, não haveria nenhum transtorno. Quanta inocência de nossa parte...


            Ao chegarmos no balcão de embarque da companhia eu informei para atendente do check in que tivessem muito cuidado com a cadeira e que a mesma não deveria ser colocada na esteira de transporte de bagagens por se tratar de uma cadeira de rodas(objeto frágil e de fundamental importância para locomoção de meu marido) e que eu gostaria que um funcionário da companhia encaminhasse a cadeira para o avião. Mas infelizmente isso não foi feito...


            Nosso vôo faria escala no Rio de Janeiro e como atrasou a saída em Brasília, perdemos nossa escala. Ao chegarmos no Rio a empresa disponibilizou para meu marido uma cadeira de rodas infantil, ISSO MESMO, ele tem 1,84 de altura e cerca de 80 quilos. Imaginem a situação constrangedora.... Nós tivemos que ficar por cerca de 2 horas no aeroporto do Rio de Janeiro e ele sentado numa cadeira de rodas infantil, mas o pior ainda estava por vir.


            Ao chegarmos a Vitória, a cadeira de rodas dele que havia sido lacrada e com diversas recomendações de cuidado, inclusive com vários adesivos, estava toda arranhada, com os punhos estragados e fazendo um barulho horrível. Fomos direto ao balcão de atendimento da empresa. E qual foi nossa surpresa ao questionarmos a atendente sobre o ocorrido? Ao entrar em contato com sua superior pelo rádio, esta informou a atendente que solicitasse ao meu marido que deixasse a cadeira de rodas no aeroporto que ela iria mandar consertar. Ora, como assim? Nos iríamos para Piúma a 90 km de Vitória, como ele iria fazer para se locomover sem sua cadeira??? Foi aí que muito prontamente meu marido pediu que a atendente perguntasse a sua superior se ela iria ensiná-lo a levitar!!!!  O mais extraordinário é que essa conversa ocorreu por meio de rádio no saguão do aeroporto, ou seja, todos ouviram. Final da história, cadeira quebrada, empresa aérea nada inteligente processada e condenada a pagar outra cadeira de rodas idêntica à do meu marido além de indenização por danos morais.





DICA: UMA FUNCIONÁRIA DA PRÓPRIA EMPRESA NOS INFORMOU QUE A MELHOR COMPANHIA AÉREA PARA SE VIAJAR TRANSPORTANDO CADEIRA DE RODAS É A TAM, POIS ELA DECLARA O VALOR ANTES DO EMBARQUE. ATITUDE NÃO ADMITIDA POR OUTRAS.

Um comentário:

Nona disse...

Voces fizeram a coisa certa, entraram na justiça e receberam uma cadeira nova mais indenização por danos morais. Agora com certeza, eles terão mais cuidado com os pertences dos passageiro, colocando funcionários educados e capacitados.